segunda-feira, 31 de outubro de 2011

CONTINUANDO A LUTA...

A ASSPE - ASSOCIAÇÃO DOS POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES DE PERNAMBUCO, ESTEVE NA SEDE DA GUARDA-PATRIMONIAL, ENTREGANDO O JORNAL INFORMATIVO ESPECÍFICO PARA OS AGENTES DE SEGURANÇA PATRIMONIAL, NA OPORTUNIDADE OS DIRETORES DA ENTIDADE SGT. ZÉ ROBERTO, SGT. RICARDO E O SUB-TENENTE LUCAS, INFORMARAM AOS COMPANHEIROS QUE A ASSPE, ESTÁ FOCANDO TODAS AS AÇÕES NA VALORIZAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA GUARDA, E ESTARÁ FAZENDO ENTREGA DE MAIS UMA PAUTA DE REIVINDICAÇÃO CONTENDO ( REAJUSTE, PERCEPÇÃO DO RISCO DE POLICIAMENTO OSTENSIVO, ETAPA DE RANCHO ENTRE OUTROS...), QUE SERÁ ENTREGUE AO SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO E SERÁ MUITO COBRADO PELA ENTIDADE A RESPOSTA COM SUAS JUSTIFICATIVAS, POIS A ASSPE, NÃO ADMITE TAMANHO DESCASO COM ESSES SERVIDORES, QUE ESTÃO HÁ MUITO TEMPO SENDO ESCRAVIZADOS E COM SEUS DIREITOS DESRESPEITADOS, ONDE O SEU GESTOR O CEL. EFREURY É O MAIOR RESPONSÁVEL PELA SITUAÇÃO A QUE PASSAM ESSES PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA DO ESTADO DE PERNAMBUCO.






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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ASSEMBLEIA GERAL PM/CBM

PAUTA
: novos rumos ao Movimento Salarial
DATA: 25.ago.2011 (quinta-feira) - Dia do Soldado
HORA: 15 horas
LOCAL: Praça Memorial de Medicina (ao lado do QCG/Derby)
Associações Unidas: AME – ASSPE – UMB – FORÇA ÚNICA (União e lealdade, construindo uma nova realidade)

PAUTA DA ASSEMBLEIA DA INSATISFAÇÃO GERAL
1) Analisar contracheques de junho e julho/2011 (ganhos e perdas);
2) Discutir possibilidade de Ação Jurídica para reaver quinquênios;
3) Apresentar Relatório do Movimento Salarial Biênio 2010-2011;
4) Deliberar sobre alterações de valores e de carga horária do PJES;
5) Deliberar 100% de apoio à Operação DIGA NÃO AO PJES;
6) Cobrar o cumprimento de promessas de promoções em massa;
7) Ampliar, calmamente e sem alardes, a GREVE BRANCA (OPERAÇÃO
TARTARUGA), já instalada em algumas OME, para perdurar por tempo
indeterminado, até recebermos tratamento igualitário à Polícia Civil;
8) Lançar campanha para expor à sociedade: condições de trabalho,
riscos, produção das duas polícias e reconhecimento patronal;
9) Aprovar e lançar a Operação “SEM ISONOMIA, SEM PACTO”.
10) Fórum Permanente dos Militares Estaduais -Plano de Cargos e Salário

Associações Unidas: AME – ASSPE – UMB - FORÇA ÚNICA (União e lealdade, construindo uma nova realidade
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

A ASSPEAssociação dos Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco, representada pelos diretores: Sgt. Zé Roberto, Sgt. Ricardo e o Sub-Tenente Lucas estiveram em visita no dia de hoje 27/07/2011, em vários Batalhões da região metropolitana do Recife, fazendo a entrega do Jornal Informativo da Entidade, com objetivo de tirar todas as dúvidas do efetivo no tocante ao reajuste salarial. A tropa classificou o Jornal da ASSPE como bastante esclarecedor.
A Entidade reafirmou o compromisso de continuar lutando pela tropa e informou que irá montar grupos de sócios para ingressar na justiça para retornar os quinquênios e também fazer gestão com as autoridades competentes para retornar a jornada de seis (06) horas diárias, para todos que trabalham na atividade de meio em todos os batalhões.


















Entrega do Jornal da ASSPE, no 16º BPM

















Entrega do Jornal da ASSPE, na CIPmoto

















Entrega do Jornal da ASSPE, no BPGd

















Entrega do Jornal da ASSPE, no 13º BPM

















Entrega do Jornal da ASSPE, na Rádio Patrulha

















Entrega do Jornal da ASSPE, no Batalhão de Choque

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sexta-feira, 27 de maio de 2011

URGENTE, URGENTE, A ASSPE INFORMA :

O Departamento Jurídico da ASSPE (Associação dos Policiais e Bombeiros Militares de Pernambuco antiga Associação de sub-tenentes e Sargentos ) informa a todos os Policiais Militares e Bombeiros Militares do Estado de Pernambuco o seguinte :
O Militar preso em flagrante delito, após a lavratura dos procedimentos legais, será recolhido a quartel da instituição a que pertence e não mais ao CREED como antes era feito pelas autoridades competentes.
E mas ainda, quem estiver preso no CREED por esse motivo especial (em flagrante delito) poderá requerer ao Juiz competente o cumprimento da lei 12.403/2011 solicitado a sua imediata transferência para o quartel da sua instituição, pois toda lei penal retroage para beneficiar o réu, a solicitação acima citada deverá ser feita a partir de 05 Julho de 2011 quando a Lei entrará em vigor.
A ASSPE encontra-se a disposição de seus sócios, bem como os Militares para defendê-los e evitar futuros abusos contra os Militares Estaduais por parte das autoridades deste Estado que não queiram cumprir esta Lei 12.403/2011 .
Mas informações procurar o departamento Jurídico da ASSP-PE através de seu Diretor Jurídico Marcos Galindo. ( fone 87 92 50 20 e 32210374

Lei nº 12.403, de 4 de maio de 2011


"Art. 300. As pessoas presas provisoriamente ficarão separadas das que já estiverem definitivamente condenadas, nos termos da lei de execução penal.

Parágrafo único. O militar preso em flagrante delito, após a lavratura dos procedimentos legais, será recolhido a quartel da instituição a que pertencer, onde ficará preso à disposição das autoridades competentes." (NR)

Art. 3o Esta Lei entra em vigor 60 (sessenta) dias após a data de sua publicação oficial.

Brasília, 4 de maio de 2011;
DILMA ROUSSEFF

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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Seja Sócio da ASSPE - Associação dos Policiais e Bombeiros Militares de PE

Preencha este formulário e seja mais um Sócio nosso, você não vai se arrepender!


domingo, 15 de maio de 2011

PMPE E CBMPE: VÍDEO BASTANTE ESCLARECEDOR!

O Sargento Ricardo diretor da ASSPE, Associação dos policiais e bombeiros militares de Pernambuco, fala sobre a quebra do escalonamento vertical na proposta de remuneração dos militares do estado

OPERAÇÃO LEGAL DOS MILITARES DO ESTADO.

Em 12 de maio de 2011.

A reportagem é bastante esclarecedora, que mostra o que realmente está acontecendo.

O comandante geral da PMPE Cel Tavares Lira também é ouvido.

Finalmente Cardinot mostra a situação real, que conflita com a versão apresentada pelo governo estadual.

TIREM SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES!
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ASSEMBLÉIA GERAL UNIFICADA

As entidades representativas de policiais e bombeiros militares, ativos e inativos, convocam para o dia 19/05/2011, quinta-feira, mais uma ASSEMBLÉIA GERAL UNIFICADA, para avaliarmos o movimento e deliberarmos outros encaminhamentos, se for o caso, tudo dentro do USO PROGRESSIVO DA PRESSÃO, o chamado (UPP). Aguardamos urgentemente que o governo saia da inércia e inicie de fato uma negociação salarial, pois da forma que foi colocada a proposta salarial não foi uma negociação e sim uma IMPOSIÇÃO.
Imagem


Continuamos mobilizados visando de imediato a EQUIPARAÇÃO com a Polícia Civil e a implantação do SUBSÍDIO.



No dia 19/05/2011 – sexta-feira, às 14h no Memorial de Medicina, ao lado do QCG-Derby, esperamos poder mostrar a proposta do governo para a tropa, caso contrário, as entidades partirão para um movimento paredista, utilizando outros meios de pressão.

COMPAREÇA!!!
SUA PRESENÇA, NOSSA VITÓRIA!


Associações unidas:
ACS /PE – AME/PE – ASSPE– UMB – FORÇA ÚNICA – AOPMPE

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sábado, 14 de maio de 2011

As Associações Unidas Informam:
Senhoras e senhores Oficiais e Praças da polícia e bombeiro militar de todo estado de Pernambuco.
Estaremos colocando em pratica a OPERAÇÃO POLÍCIA LEGAL combinada com a TOLERÂNCIA ZERO, fiquem atentos, porque assim que a primeira OME, aderir a operação, as demais OMEs, devem segui-la, de modo que todos ao mesmo tempo estejam colocando em pratica as deliberações das entidades.
Para você participar e fortalecer o movimento da OPERAÇÃO POLÍCIA LEGAL é muito simples, basta você exigir que sua moto ou viatura, esteja com o todos os equipamentos necessário funcionando para sua segurança no serviço e dentro do que é exigido pela legislação de trânsito, caso contrário a viatura ou moto deve ser baixada.

Exemplos:
1- Pneu careca;
2- Sem triângulo;
3- Sem Rotam;
4- Sem Sirene;
5- Sem Macaco;
6- Sem Chave de Roda;
7- Porta com defeito;
8- Com vazamento de Óleo;
9- Farol com defeito;
10- IPVA atrasado, etc.

Caso alguma moto ou viatura escape da malha fina da vistoria minuciosa, vem à questão do motorista, ter que ser habilitado com carteira D ou E, e possuir o curso de direção defensiva e de emergência.
Ainda tem a exigência que o comandante da guarnição ter um Sargento, onde a viatura deve ser lançada a três PMs.
As Viaturas e Motos que por motivos diversos, não possa aderir o movimento policial legal, coloca em pratica a OPERAÇÃO POLÍCIA TOLERÂNCIA ZERO, que nada mais é que toda e qualquer ocorrência, a viatura conduz o fato para ser resolvido na delegacia. Exemplo: Indivíduo sem documento, apreensão de CDs piratas, qualquer que seja a transgressão da lei.

As Associações Unidas estarão visitando os batalhões para dar todo o apoio necessário com todo o corpo jurídico, mas, para que o movimento seja um sucesso, só depende de você, faça sua parte.

Associações unidas:
ACS /PE – AME/PE – ASSPE– UMB – FORÇA ÚNICA – AOPMPE

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sexta-feira, 13 de maio de 2011

APONTANDO O DEDO

PSOL vê descaso de Eduardo Campos com a Polícia Militar e com a democracia

POSTADO ÀS 13:17 EM 13 DE MAIO DE 2011
Por Edilson Silva
Foi publicado ontem, 12/05, no Diário Oficial do Estado, a decisão do governo estadual de cortar os descontos consignados em favor das associações dos servidores Policiais Militares (informação publicada com exclusividade pelo Blog de Jamildo nesta quinta).
A decisão do governo retroage a 1º de maio, ou seja, há pressa em ver estas associações com seu funcionamento inviabilizado por falta de recursos.
Esta medida do governador Eduardo Campos é uma clara retaliação contra os servidores da Polícia Militar, que estão travando um bom combate em defesa de melhores condições de trabalho, o que se converte naturalmente em melhores serviços à nossa população.
A luta dos policiais militares, dos praças aos oficiais, é justíssima. Reivindicam, desde antes das eleições de 2010, equiparação com a outra força policial do Estado, a Polícia Civil. Fizeram movimentos, passeatas, e o então candidato à reeleição, Eduardo Campos, comprometeu-se em atender suas reivindicações após as eleições. Passado o pleito, os servidores policiais militares foram cobrar a fatura do governador, que criou um grupo de trabalho para apresentar uma proposta. Infelizmente, a proposta apresentada pelo governo não atendia à reivindicação fundamental dos PMs: equiparação com os vencimentos da Polícia Civil. Vejam a paciência da tropa com o governo. Mais de um ano de “negociações”.
Intransigente, o governo resolveu mandar projeto à Assembleia Legislativa fazendo alterações na remuneração dos policiais miitares, sem acordo com suas associações. O Poder Legislativo, infelizmente convertido em anexo do Palácio do Campo das Princesas neste tema, aprovou uma norma que desagradou ainda mais os servidores: extinguiu qüinqüênios e reduziu o adicional de risco de vida, convertendo estes adicionais como parte do “aumento” do soldo. Resultado: nenhuma faixa salarial dos policiais militares alcançou a reivindicação de equiparação com a Polícia Civil, pelo contrário, algumas faixas tiveram prejuízos, redução da remuneração, como os inativos.
Desta forma, o governador impõe aos policiais militares a necessidade objetiva de submeterem-se ao POGV – Policiamento Ostensivo Geral “Voluntário”-, mecanismo que tira o policial de sua vida social com a família e de seus outros compromissos particulares, para trabalhar em seus dias de folga. Impõe, da mesma forma, uma lógica perversa para o PDS – Plano de Defesa Social-, em que os batalhões recebem “incentivos” pecuniários pela redução da criminalidade em suas respectivas áreas. O incentivo pecuniário não é ruim em essência, mas deixa de sê-lo quando passa a ser parte do ganha-pão básico dos policiais. O PDS deveria ser administrado como um plus.
Para piorar a situação, a mesma norma votada pela Assembleia garantiu somente aos coronéis a equiparação com a Polícia Civil, ou seja, salários equivalentes aos delegados especiais, num aumento que ultrapassa a casa dos 30%. Esta atitude foi uma prova de insensibilidade do governo e dos deputados, todos eles, que votaram neste absurdo. Foi uma afronta, uma quebra do escalonamento vertical dos salários da corporação. O governo, com isso, busca claramente uma conflagração entre o alto comando e os comandados da Polícia Militar de Pernambuco. Chega a ser irresponsável.
A reação dos policiais militares não poderia ser outra que não a manutenção da sua operação padrão, que significa exigir que o trabalho de policiamento seja realizado dentro dos padrões éticos e de segurança mínimos exigidos pelas normas e regulamentos.
A sociedade ainda não sabe disto, e é estranho a imprensa não ter divulgado ainda amplamente, mas as viaturas da Polícia Militar, segundo as associações, estão em mais de 90% com seus seguros obrigatórios e IPVA vencidos. Estes veículos não são patrimônio do Estado, são veículos alugados a uma empresa privada. Que autoridade ética tem um policial militar para cobrar dos cidadãos quando o veículo que ele trabalha está fora da lei¿
Além disso, a maioria dos trabalhadores quando sai de manhã de casa para trabalhar olha seus filhos, seus familiares, e diz um até logo com bastante convicção. Os policiais militares, sobretudo os que fazem trabalhos externos, não o fazem com tamanha convicção, por motivos óbvios. Então, como cobrar destes policiais que, além de arriscarem a vida (recebem um adicional de risco de vida de R$ 400,00 por isso) pela natureza de suas funções, ainda saiam para as ruas com viaturas quebradas, com pneus carecas, sem retrovisor e sabe-se lá que tipos de problemas mais¿
Portanto, é inaceitável por parte da sociedade democrática em que vivemos a atitude do governo em retaliar as associações de policiais militares, cortando-lhes o desconto em folha de seus associados. Esta atitude foi muito criticada no governo de Jarbas Vasconcelos, que cortou as consignações de entidades sindicais como o SINDIFISCO e o SINTEPE. Trata-se de um expediente, venha de quem vier, truculento, antidemocrático e antirepublicano.
A sociedade em geral deve reagir contra isto. Os sindicatos de servidores, em particular, devem nesta hora unir-se contra esta arbitrariedade, pois todos estão vulneráveis a esta prática. Ao governador, cabe reabrir negociações sérias com os policiais militares e cobrar da empresa privada que tem contrato milionário com o Estado que disponibilize veículos compatíveis para atender à população. Às associações dos policiais militares, parabéns pela luta e pelo belo exemplo de civilidade que estão dando. A nós do PSOL, como partido de oposição popular e responsável ao governo, cabe estar neste papel, ao lado das reivindicações da população e exigindo publicamente as soluções para as demandas mais sentidas do nosso povo.
Presidente do PSOL-PE

quinta-feira, 12 de maio de 2011

PMPE E CBMPE: DEPOIMENTO DO MAJOR CLÁUDIO (AME) SOBRE NOTAS DO COMANDANTE GERAL DA PMPE!


Mas que forma infeliz de tentar ludibriar a tropa é essa? Será que acreditaríamos que o Soldado da PM/BM vai ser major assim. O Governo não cumpre o que prometeu a menos de um ano atrás, e que é plenamente possível, quanto mais o que promete para daqui a até 27 anos e, de cara, já se mostra impossível. Já imaginou quantos 2º Tenentes teremos daqui a 8 anos. Se essa "promessa" viesse a se cumprir, já quando for aprovada teremos mais da metade da tropa como Sargento. Com mais oito anos teremos, praticamente, muito mais oficiais do que Soldados na PM. É um grande milagre. Daqui a 15 anos teremos uns seis mil ou mais Majores na Polícia Militar de Pernambuco. Parece que o desespero de ver que desta vez a tropa e sua liderança está agindo de maneira inteligente tem causado desespero, ao ponto de se apresentar uma proposta tão ridícula, tão fácil de ver que não passa de uma falácia, uma tentativa de desviar a tropa do propósito de ver sua dignidade e seu direito respeitados. Diante de mais uma tão infeliz investida não podemos deixar de perguntar: O que será que esses homens pensam a respeito do grau de inteligência dos nossos companheiros, Militares Estaduais, ocupantes de todos os postos ou graduações abaixo de Coronel? Será que somos tão limitados para não perceber que isso é um embuste, ou será que essa limitação não é nossa e sim de quem acha que um projeto desses poderia ser posto em prática. Qualquer das hipóteses seria lamentável, mas a segunda...

Que assessoria em Comandante?

Talvez isso explique porque o Policial Civil tem mais conquistas e são mais valorizados do que o Militar Estadual. Nunca vi uma apelação dessas partindo dos que conduzem aquela Instituição. Lamentável.

Vamos amigo, lute!...

fonte: Major Cláudio Diretor da AME /
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quarta-feira, 11 de maio de 2011

DESRESPEITO E DESEQUILIBRIO

A AOPMPE vem manifestar seu repúdio a atitude do Cmt do 15º BPM, quando no dia 13 de maio durante entrevista de dois membros da ACSPM, na frente daquele Batalhão, a uma emissora de TV daquela Região, comportou-se de forma desrespeitosa e desequilibrada em relação aos Policiais Militares que desempenhavam o papel de interlocutores da Associação junto a Tropa.

A postura equivocada daquele Comandante expôs o nome da Briosa PMPE, perante os telespectadores que assistiram as imagens da entrevista, pois não condiz com a orientação dada pelo Exmº Senhor Comandante Geral sobre o trabalho das Associações nos Quartéis.

Vale lembrar que Membros da ACS foram interpelados fora do Quartel e na ocasião não fora verificado qualquer tipo de transgressão ou conduta descabida que justificasse o destempero daquele Oficial Superior. Reiteramos que a postura das Associações visa resguardar ou defender interesses comuns aos Oficiais e Praças, faz parte do Processo Democrático e do amadurecimento político da nossa Corporação.

FORÇA E HONRA - AOPMPE

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terça-feira, 10 de maio de 2011

Sem acordo, militares deflagram greve no Acre-AC

BOCA DE SAPO: Sem acordo, militares deflagram greve no Acre-AC: Policiais militares e bombeiros decidiram, em assembléia geral deflagrar uma ‘greve de advertência’ por 24 horas. A equipe do governo pediu um prazo de 15 dias, depois de anunciar que só poderia conceder 1% de reajuste, o que revoltou a categoria. O comandante da Polícia Militar, coronel José dos Reis Anastácio, disse que a Constituição Federal veda a paralisação dos militares. “Quem fizer greve sabe das consequências”, alertou ele.
PM1405

Os manifestantes acusam o comando da corporação de ‘tentar desmobilizar os militares’. Segundo eles, oficiais teriam se deslocado às unidades e intimidado ‘os praças’. “Não queremos conflito e muito menos insubordinação. Amamos a nossa instituição e vamos lutar até o fim pela nossa tropa”, disse um policial militar, que armou uma barraca em frente do comando da PM.

Os militares estão ameaçando, ainda, fazer uma operação conhecida como ‘polícia legal’, que consiste em aplicar multas em toda e qualquer pendência ou irregularidade do poder público. “Os bombeiros podem interditar vários prédio irregulares. Os colegas do trânsito podem apreender, por exemplo, os ônibus que, em sua maioria, circulam de forma irregular”, explicou o secretário da comissão de negociação, Abrahão Púpio.

“Para quem estar reivindicando 117% de reposição de perdas, ampliação do efetivo para redução da carga horária e reestruturação da tabela salarial, oferecer apenas 1% chega a ser um acinte, uma provocação”, disse o representante da Associação dos Subtenentes e Sargentos Bombeiros, João Jácome. “O governador não tem uma política de segurança e muito de valorização dos policiais”, acrescentou ele.

“Estamos há oito anos esperando que o governo olhe para a questão salarial da categoria. Fomos tratados com desprezo e perseguidos pelos governos de Jorge Viana e Binho Marques”, disse o deputado major Rocha, que apóia o movimento, juntamente com o vereador sargento Vieira. O Acre, segundo os parlamentares, paga o 7º pior salário aos seus militares no país.

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quarta-feira, 9 de março de 2011

PEC 300: você quer a aprovação?


         PEC 300 - O dia em que Brasília parou

                 Um recadinho pra você persimista, que não acreditar num piso salarial nacional, para os policiais e bombeiros militares do Brasil. Ao invés você ficar criticando, falando que a PEC 300, já morreu, que nunca poderia passar no congresso nacional e outros comentários persimista, ajude também para aumentar-mos a pressão, indo à Brasília, organizando caravanas, organizando passeatas no seu estado, colocando faixas nos aeroportos, rodoviárias, centrais de metrôs, faça alguma coisa amigo, não fique só criticando e por falar em você fazer alguma coisa para fortalecer a luta por um piso salarial, como está sua participação nas assembléias gerais por pressão salarial em seu estado? Você tem participado das assembléias ou não ? já sei você não pode ir a nenhuma delas por que você estava de serviço ou no pjes não é isso, havendo uma próxima e você estando escalado no ordinário ou no pjes, você vai tentar conseguir uma folga, uma permuta, como você consegue para ir a uma balada ou um aniverssário, porque uma assembléia geral para quem entende um pouco de que só com união que se consegue alguma melhoria, não faltaria de jeito nenhum a este momento histórico, vamos primeiro fazer nossa parte de participação efetiva para depois com todo o direito cobrar das associações representativas com mais propriedade e respaldo moral.   

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Encontro inédito para tratar de salários

Pela primeira vez na história um encontro entre Secretário de Defesa Social, Comandantes Gerais da PMPE e CBMPE, Associações Representativas de Classe e a Tropa.
Fala do Sr. Cel. BM Comandante Geral da CBMPE Casa Nova no II Encontro Estratégico em Pernambuco no dia 03 de março de 2011 - no Teatro Beberibe no Centro de Convenções - Olinda

Fala do Sr. Cel. PM Comandante Geral da PMPE Tavares Lira no II Encontro Estratégico em Pernambuco no dia 03 de março de 2011, no Teatro Beberibe no Centro de Convenções - Olinda

Fala do Sr. Secretário de Defesa Social Wilson Damásio no II Encontro Estratégico em Pernambuco no dia 03 de março de 2011, no Teatro Beberibe no Centro de Convenções - Olinda - parte I

Fala do Sr. Secretário de Defesa Social Wilson Damásio -parte II

Fala do Sr. Secretário de Defesa Social Wilson Damásio -parte III

Fala do Sr. Secretário de Defesa Social Wilson Damásio -parte IV


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Reunião do Governo decepciona policiais e bombeiros militares










O secretário de Defesa Social Wilson Damázio: nada apresentado









Policiais e bombeiros militares lotaram o Teatro Beberibe
Líderes das entidades também estiveram na reunião
Decepção. Este foi o sentimento dos policiais e bombeiros militares que compareceram e lotaram o Teatro Beberibe (Centro de Convenções) na tarde desta quinta-feira (03/03). Eles participaram de uma reunião institucional promovida pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Defesa Social. Nada foi apresentado à tropa, a qual ansiava por uma resposta positiva quanto ao aumento salarial.
Diante da falta de posicionamento do Governo do Estado, as entidades representativas decidiram não mais esperar por prazos. Em respeito à sociedade pernambucana, a maioria dos militares presentes apoiou a idéia de adiar o movimento para depois do carnaval. A expectativa é que no dia 28 de março haja uma nova reunião com representantes do Governo e que haja a apresentação de valores até o dia 10 de abril.
Caso isso não aconteça, foi decidida a realização de uma nova Assembléia Geral antes da Semana Santa desta vez com a definição de um movimento paredista, como última instância de solução. As entidades desejam uma negociação concreta, com números na mesa. Afinal de contas, há um ano a tropa aguarda por uma resposta e nada foi feito.

ACS/PE – AME/PE – ASSPE – UMB – FORÇA ÚNICA - AOPMPE
Por: Paula Costa | Jornalista
http://www.acspe.com.br / http://sargentoricardo.blogspot.com































































REPRESENTANTES DAS ASSOCIAÇÕES UNIDAS











SGT. RICARDO DIR. ADM. DA ASSPE























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É preciso que a sociedade pernambucana reconheça o nosso valor, para que ela entenda nossos pleitos por melhores salários e façam o governador ver que

Bom planejamento e execução

AÇÃO DA PM FOI UM SHOW À PARTE NO GALO DA MADRUGADA. SEGURANÇA TOTAL




Com o objetivo de realizar policiamento ostensivo nas ruas de Recife, militares do Regimento de Polícia Montada – RPMon colaboraram na segurança dos pernambucanos e turistas durante o desfile do maior bloco do planeta.
Inibir a atuação de galeras e proteger a incolumidade física das pessoas e do patrimônio é missão do Regimento Dias Cardoso, que atuou de maneira enérgica e eficiente na dispersão do maior bloco carnavalesco do mundo.
As patrulhas foram distribuídas no Cais de Santa Rita, avenidas Conde da Boa Vista e Mario Melo, e entorno do Parque Treze de Maio, onde realizaram abordagens e apoiaram o policiamento a pé.
“Buscamos agir com rapidez e com isso evitar tumultos ou possíveis delitos garantindo a segurança dos foliões. Nossos policiais também foram orientados para atender bem os turistas e prestar as informações necessárias para que voltem e curtam um dos melhores carnavais do Brasil”, ressaltou o tenente coronel Eduardo Álvares, comandante do RPMon.

Postado por Jamildo Melo / http://sargentoricardo.blogspot.com

Publicação inédita no Boletim Geral da PMPE


6.0.0. II ENCONTRO ESTRATÉGICO DA PMPE


Fonte: BOLETIM GERAL Nº A 1.0.00.043 19 02 DE MARÇO DE 2011

Realizar-se-á conforme programação abaixo, o II Encontro Estratégico – Política Salarial dos Militares Estaduais.
Data: 03 MAR 2011 (quinta-feira)
Hora: 15 horas
Local: Teatro Beberibe do Centro de Convenções de Pernambuco

Comparecimento: Comandantes, Chefes e Diretores das OME sediadas na Capital e RMR acompanhados de 02 Oficiais, 01 Sargento, 01 Cabo e 01 Soldado;

Comandantes, Chefes e Diretores das OME Administrativas sediadas na Capital e RMR acompanhados de 01 Praça (Sargento, Cabo e ou Soldado);

Uniforme: Oficiais, Subtenentes e Sargentos – 3º “B”
Cabos e Soldados – 4º “A”

Banda de Música - 4º “A”. (Nota 003/2011/3ª EMG).

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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

PEC 300: o leitor tem sempre razao!

O leitor tem sempre razão!
Já dizia o ditado: o freguês tem sempre razão. Jornalistas e escritores deveriam dizer: o leitor tem sempre razão. Pois bem, faço aqui um mea culpa: tenho recebido no site uma série de opiniões em que leitores e seguidores reclamam de que nós, os ditos especialistas em questões de segurança, nos limitamos a reclamar e denunciar situações críticas, sem nunca apresentar propostas para resolver os problemas relacionados a esta matéria. Como estou convencido de que a reclamação é justa, inicio aqui um esforço para propor soluções.

Vou chamar minha proposta de “Programa de 20 Pontos” para reduzir os índices de violência urbana e de combate ao crime organizado. Apresentarei cada item de modo sintético, mas me comprometo a desenvolvê-los em separado, com a colaboração de todos. Esse conjunto de sugestões se divide em três partes: ações imediatas (para resultados imediatos, já); ações táticas (de médio prazo); e ações estratégicas (de longo prazo). Eventualmente, essas propostas não constituem novidades, mas revelam, principalmente, o quanto deixou de ser feito. Acompanhem o raciocínio:

“Programa de 20 Pontos” para a redução da violência e combate ao crime organizado:

AÇÕES IMEDIATAS:

1. Reforma do aparato de segurança, acabando com a divisão entre polícia civil (ou judiciária) e militar (as PMs, forças auxiliares do Exército, entulho dos períodos autoritários. Durante os anos 1930-1950, os governadores queriam ter seu próprio exército regional.). Criação de uma só força de segurança, incluindo as polícias, a defensoria pública, o ministério público e o juízo de primeira instância. Todos juntos, numa mesma unidade física à disposição do cidadão, em condições de resolver os casos mais simples e acabar com a burocracia. Dotada de recursos da moderna informática, limparia o terreno da maioria das ocorrências criminais.

2. As polícias e os agentes judiciários, juntos, teriam ação de policiamento local (comunitário), patrulhamento, inteligência e grupos de intervenção (forças de choque para casos graves, com a presença de reféns ou situações de conflitos, baseados em armas não letais). É preciso que as forças de choque estejam habilitadas a intervir em conflitos e tragédias.

3. Aprovação do piso nacional salarial das polícias. Não faz sentido que os policiais de São Paulo ganhem menos do que os mesmos cargos do Piauí. Há no Congresso a PEC 300 (Proposta de Emenda Constitucional 300),sobre o tema, que deve ser aprovada. Os salários de fome pagos aos chamados “homens da lei” são a porta da corrupção. Sem um sério combate à corrupção, qualquer iniciativa contra o crime será inútil.

4. Criação do cadastro nacional de procurados, facilitando a identificação de criminosos e organizando a ação interestadual das polícias. Há anos se fala nisso, mas as medidas não são praticadas. Com a tecnologia do mundo virtual, seria muito fácil.

5. Atuação dos movimentos populares organizados (sindicatos, associações de bairro, OAB, CNBB etc) para exigir reformas legais. Especialmente a revisão da progressão de penas (se você comete 10 homicídios, paga apenas por um e sai com dois terços da pena); critérios mais rigorosos na concessão de indultos; rebaixamento da maioridade penal para 16 anos (assim como para votar ou tirar carta de motorista); construção de presídios destinados ao pessoal “dimenor”, que deve ficar separado do criminoso profissional. Acabar com a ideia de que “liberalidade penal” é um fator de “sociedade democrática”. A democracia deve preservar o direito dos comuns, a maioria, e cuidar das minorias conforme o seu caráter: vítimas ou agressores? Os critérios devem ser diferentes, porque a violência é antidemocrática. A violência é o caos. A atualização das leis no Brasil é um fator determinante na redução da violência. Mas nossos políticos são relutantes, uma vez que a atualização da legislação pode atingi-los. Essa é uma questão básica a ser reformada. A progressão de penas não poderia ser aplicada a crimes hediondos, nem a reincidentes. Exemplo: libertaram no dia das crianças dois dos sequestradores do publicitário Washington Olivetto – eles não eram brasileiros nem tinham filhos. Fugiram no mesmo dia. Como se explica isso?

6. Muitas ações do movimento popular organizado e de ONGs honestas têm mudado a cara do Brasil. Há grandes avanços em matéria de ações culturais, esportes, pré-escola e saneamento que estão dando resultado em muitas zonas pobres do país. É preciso criar coordenações municipais, estaduais e nacionais para esses movimentos. Não se combate a violência apenas com polícia. É preciso mudar a vida das pessoas objetivamente e resistir ao apelo sedutor do crime. Tirar as crianças das ruas é fundamental.

7. Aplicar as forças federais de maneira mais intensiva, superando discrepâncias políticas. A Polícia Federal deve coordenar as tarefas nacionais de combate ao crime organizado e à corrupção. Passando por cima dos interesses locais, que alimentam a corrupção e o crime.

8. O projeto das UPPs deve continuar, porém mudando de foco. Ao invés de ser apenas um “pequeno estado de sítio” sobre uma população juridicamente indefesa, deve se tornar um instrumento de defesa constitucional e proteção das obras públicas necessárias a devolver a dignidade a essas populações. O Estado se afastou dessas comunidades há 30 anos, permitindo a instalação do poder paralelo do narcotráfico. Se as UPPs permanecerem como forças de vingança contra o povo pobre, agredindo moradores (“eles adoram dar tapas na cara da gente”), assediando as mulheres (“não tem uma garota aqui que não tenha levado uma cantada”), saqueando moradores (a PM chegou a proibir que os soldados usassem mochilas, onde escondiam bens sequestrados dos moradores), teremos mais um fracasso. E teremos perdido uma grande oportunidade de construir uma polícia comunitária, educada e solidária. Precisamos superar o conceito de “classes perigosas”, que apontam para os pobres como “celeiro” de criminosos – e que aponta para seus locais de moradia como “áreas perigosas”. O nome disso é preconceito e arbitrariedade.

9. Criação de estruturas nacionais de coordenação de defesa civil e socorro às vítimas de tragédias. Gastamos muitos milhões de reais com a reconstrução de cidades e bairros assolados, mas quase nada em prevenção e desenvolvimento de mecanismos de alerta para tragédias. Países mais pobres do que nós, como o Chile e o Irã, podem nos ajudar com bons exemplos. Aqui reconstruímos no mesmo lugar das tragédias, o que é quase antecipar a próxima. A insegurança no modo de vida dessas populações também incentiva o crime e a violência.

AÇÕES TÁTICAS:

Ocupando as áreas dominadas pelo crime, as forças públicas precisam garantir o trabalho de saneamento básico, fornecimento água potável, eletricidade, limpeza pública, creches, educação fundamental, projetos culturas, esportivos e lazer. Se tudo isso for oferecido, estará estabelecido um paradigma positivo contra a sedução do crime. Melhor: todas essas tarefas de construção e manutenção devem ser executadas com mão de obra local, mediante treinamento e especialização. Assim o ciclo se completa com a geração de emprego e manejo econômico local. O morador com dinheiro no bolso vai gastar nos empreendimentos da própria comunidade, como o varejo de alimentos e bens de consumo, material de construção etc. Imensas populações pobres vão adentrar o mercado de consumo, realimentando o processo de inclusão social. É muito mais barato do que os prejuízos provocados pela violência e as tragédias.
Aprovação pelo Congresso Nacional de uma “lei de infiltração”, que garanta imunidade ao agente policial que se misture com os banidos, visando investigá-los. Hoje, ao se aproximar dos criminosos, o policial comete uma série e crimes, inibindo a sua atuação. É preciso transformar isso numa ação legal – e não clandestina. O policial infiltrado ainda deve receber benefícios e seguros especiais. A mesma lei deve assegurar o uso de verbas para a compra de informações e recrutamento de informantes. A chamada “delação premiada” ainda é um instrumento precário, mais destinado a criminosos arrependidos (ou ameaçados), do que a ações policiais organizadas.
Criação da Guarda Nacional de Fronteiras, coordenada entre as forças armadas nacionais e a Polícia Federal, para combater o narcotráfico, a infiltração de grupos hostis (como as FARCs colombianas), o contrabando e a pirataria pelas fronteiras secas e amazônicas. Desenvolvimento de um acordo multinacional para a ação das polícias e das forças armadas dos países vizinhos (Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai, Colômbia e Venezuela), criando uma zona de 50 quilômetros nas fronteiras, onde poderiam ocorrer ações de ataque contra grupos criminosos e produtores de drogas, mediante troca de informações e aviso prévio. Não se trata de reeditar a Operação Condor dos tempos das ditaduras, mas promover uma ação legal e de resultados.
Criação da Guarda Costeira Nacional, ligada à Marinha do Brasil. Temos quase 10 mil quilômetros de litoral atlântico sem qualquer tipo de proteção. Todos os especialistas em tráfico de drogas sabem que as grandes partidas de entorpecentes e armas, que só podem ser medidas em toneladas, seguem pelo mar. O material clandestino chega misturado com as cargas comerciais e – em alto mar – é transbordado para pequenos navios pesqueiros. Estes atracam em pequenos portos de cabotagem ao longo da costa, inclusive nas grandes cidades. A Guarda Costeira estaria equipada com fragatas, barcos torpedeiros de interceptação e assalto, aviões-radares e helicópteros. A força também seria aplicada em resgates no mar.
O meio acadêmico brasileiro deveria ser estimulado, por meio de bolsas e prêmios, a produzir o estudo de alto nível da questão da violência e do crime organizado. A universidade está devendo um papel decisivo na compreensão do fenômeno, inclusive prevendo desenvolvimentos futuros. Este raciocínio permite avançar no sentido da criação das Universidades de Polícia, com currículo teórico e tecnológico. Isto permitiria o surgimento de uma “inteligência policial”, substituindo a violência e a corrupção. É uma forma de assegurar a repressão ao crime sem ofender a ampliação das conquistas democráticas.
O Brasil comemora 25 anos de liberdades, tendo pelo menos 4 períodos de governo (FHC e Lula, em 16 anos) com excelentes resultados. Lula entra para a história como autor de políticas que reduziram a pobreza e a desigualdade social. No entanto, nos últimos 30 anos, mais de um milhão de pessoas, a maioria jovens, foram vítimas da violência armada em nosso país. Isto é mais do que todas as guerras modernas, pós-Vietnã. Em dez anos de conflito no Iraque e no Afeganistão – e em toda a chamada “guerra ao terror”, desencadeada por George W. Bush após os atentados de 11 de setembro de 2001 – houve algo em torno de 100 mil mortos. Ganhamos de longe. O moderno Estado brasileiro está devendo uma política de pacificação nacional. A presidente Dilma deveria se preocupar com o item da pacificação. Os ministérios da Justiça e da Defesa deveriam criar uma coordenação nacional para o tema, propondo as ações necessárias à pacificação. A chamada “sociedade civil” deveria estar envolvida nas propostas.


AÇÕES ESTRATÉGICAS:

As ações de desenvolvimento econômico dos governos Lula resultaram na criação de 15 milhões de novos postos de trabalho no país, com a inclusão de imensas massas de pessoas no mercado formal. Só em 2010, foram 2,5 milhões de contratados, um recorde histórico. No entanto, o ritmo geral de redução da violência foi de apenas 6%. Com a criação de empregos, os crimes de homicídio têm uma redução imediata. Por razões óbvias: o desempregado não fica mais bebendo no bar. Pelas mesmas razões, diminuem os crimes passionais e a violência doméstica, especialmente contra as mulheres. Portanto, a manutenção e a ampliação do nível de emprego é uma tarefa estratégica contra a violência.
No quadro geral da violência criminal, 70% das ocorrências policiais são ataques contra o patrimônio, furtos e roubos, com a novidade das “saidinhas de banco” e dos “sequestros relâmpagos”. A maioria dos sentenciados do país (cerca de 473 mil prisioneiros), está condenada por tais crimes. Note-se que, no Brasil, só 1% dos crimes resultam em condenações judiciais, especialmente pobres, pretos e favelados. Em nossos tribunais de todos os tipos (cíveis, criminais, superiores) há 70 milhões de processos parados. Portanto, a reforma dos códigos de processo penal é urgente. Nas penitenciárias. 5% dos presos já cumpriram suas penas e continuam encarcerados, por causa da burocracia judiciária. A reforma do sistema penal é estratégica. Todas as facções criminosas conhecidas nasceram dentro das cadeias. O sistema carcerário é desumano, deseducador e baseado no castigo. Não recupera ninguém. O sujeito entra ladrão e sai chefe de quadrilha. Sem uma profunda reforma do sistema penal e carcerário, dificilmente conseguiremos deter a marcha da violência e do crime organizado.
O operário Lula iniciou um modelo de reforma do capitalismo no Brasil, demonstrando que é possível crescer com lucro e distribuição de renda, ao mesmo tempo. O PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), de um ponto e vista estratégico, será o principal fator de redução da violência. Com emprego e aumento de renda para amplas camadas sociais, a criminalidade tende a decrescer, ao longo dos anos. Acabar com o crime é uma ilusão. Existe crime organizado, narcotráfico e coisas piores em países como a Suécia, a Islândia e o Canadá, onde o nível de desenvolvimento humano atingiu patamares elevadíssimos. Mas podemos imaginar uma meta, que tornaria a situação mais aceitável em termos brasileiros: redução de 50% das estatísticas criminais em dez anos.
Como a sociedade brasileira está criminalizada de alto a baixo, precisamos criar mecanismos para confirmar o mandato de políticos e administradores, a cada dois anos, confirmando ou não o apoio popular. Como as eleições no país já ocorrem a cada dois anos, poderíamos acrescentar plebiscitos para confirmar mandatos. A banda podre da política seria eliminada no meio do prazo de vigência dos mandatos. Já seria um avanço notável.
Da mesma forma que presidentes, governadores, senadores, deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores são eleitos pelo voto direto, também deveriam ser eleitos os juízes de tribunais superiores, secretários de segurança, chefes de polícia etc, em chapa conjunta, para que o povo possa expressar a sua vontade num conjunto mais amplo. No país, após ser eleito, o político não presta contas a quem o elegeu. E ainda manda muito por decreto, ignorando a vontade popular.


Estas são propostas simples, alinhavadas sem muito rigor científico. Mas apresentam um ponto inicial de raciocínio. Comentem. Critiquem. Cada luz é uma luz.

Carlos Amorim

"Carlos Amorim é jornalista profissional há 40 anos. Começou, aos 15, como repórter do jornal A Notícia, do Rio de Janeiro. Trabalhou 19 anos nas Organizações Globo, cinco no jornal O Globo (repórter especial e editor-assistente da editoria Grande Rio) e 14 na TV Globo. Esteve no SBT, na Rede Manchete e na TV Record. Foi fundador do Jornal da Manchete; chefe de redação do Globo Repórter; editor-chefe do Jornal da Globo; editor-chefe do Jornal Hoje; editor-chefe (eventual) do Jornal Nacional; diretor-geral do Fantástico; diretor de jornalismo da Globo no Rio e em São Paulo; diretor de eventos especiais da Central Globo de Jornalismo. Foi diretor da Divisão de Programas de Jornalismo da Rede Manchete. Diretor-executivo da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, onde implantou o canal de notícias BandNews. Criador do Domingo Espetacular da TV Record. Atuou em vários programas de linha de show na Globo, Manchete e SBT. Escreveu, produziu e dirigiu 56 documentários de televisão.

Ganhou o prêmio da crítica do Festival de Cine, Vídeo e Televisão de Roma, em 1984, com um especial sobre Elis Regina. Recebeu o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 1994, na categoria Reportagem, com a melhor obra de não-ficção do ano: Comando Vermelho – A história secreta do crime organizado (Record – 1994). É autor de CV_PCC- A irmandade do crime (Record – 2004) e O Assalto ao Poder (Record – 2008). Recebeu o prêmio Simon Bolívar de Jornalismo, em 1997, na categoria Televisão (equipe), com um especial sobre a medicina em Cuba (reportagem de Florestan Fernandes Jr). Recebeu o prêmio Wladimir Herzog, na categoria Televisão (equipe), com uma série de reportagens de Fátima Souza para o Jornal da Band (“O medo na sala de aula”). Como diretor da linha de show do SBT, recebeu o prêmio Comunique-se, em 2006, com o programa Charme (Adriane Galisteu), considerado o melhor talk-show do ano.

Em 2007, criou a série “9mm: São Paulo”, produzida pela Moonshot Pictures e pela FOX Latin America, vencedora do prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor série da televisão brasileira em 2008. Em 2008, foi diretor artístico e de programação das emissoras afiliadas do SBT no Paraná e diretor do SBT, em São Paulo, nos anos de 2005/06/07 (Charme, Casos de Família, Ratinho, Documenta Brasil etc).

Atuou como professor convidado do curso “Negócios em Televisão e Cinema” da Fundação Getúlio Vargas no Rio e em São Paulo (2004 e 2005)."
http://sargentoricardo.blogspot.com